Dou por mim a pensar no motivo com que dirijo o olhar às minhas mãos, neste preciso momento. Talvez elas falem por mim, não sei bem. Não é que seja ou que me sinta reprimida… mas por vezes esquecemo-nos que podemos escrever ditando aquilo que nos sobrevoa, o que para mim em particular, é especialmente agradável e muito meticuloso. Já não escrevia há algum tempo… já não olhava para as minhas mãos com a sensação de ‘o que é que vocês irão fazer, meninas?’… a sensação permanecerá sempre a mesma, é um pouco duvidoso e inquietante no entanto. Porém, neste momento não consigo ser muito especifica em relação ao que vivo… ao que vivi… e certamente não sei bem o que viverei. Nem depois de olhar fixamente para os meus dedos longos que me dão a impressão de que a bodega é sempre a mesma… sim, a bodega. Se todos os maiores problemas do mundo se resumissem na compra de uns sapatos… apercebo-me agora das coisas, estou a surgir (enquanto isso vou enrolando uns caracóis, sempre fico mais estupefacta comigo mesma). Sinto os olhos pesados, estou efusivamente cansada… efusivamente, sim, pois nem assim consigo parar plenamente quieta. Há sempre algo que me chama mais a atenção do que o meu descanso físico e mental… por vezes é mesmo o descanso dos outros. Acreditem ou não, eu faço sentido, sempre fiz… vou pegando nas pontinhas soltas e acabo a construir(-me). Um principio, uma ideia até, momento metafórico; adoração assumida pelo divagar… através de todos os começos e meios, atingindo os fins. Eu própria sou um assunto, e daqueles bem… pesados! Daqueles que gostam de ouvir a chuva a bater na janela do quarto enquanto pensam que assim dormem melhor mas que na manhã seguinte acordarão com o mau humor genuíno de sempre… que através de tal acabam a tomar um café forte e a ler um livro pela madrugada dentro pois serão sempre as poucas horas em que se sentirá a ecoar na escuridão precipitada… oh, e também sou daqueles assuntos pesados que apreciam longas caminhadas a pé ou de comboio, sem destino especifico, só ou extremamente mal acompanhada (aqui, depende das perspectivas). E dentro do assunto, está a conclusão.Pronto, neste momento vou-me deixar de especulações (bastante certeiras) e dedicar-me ao facto de iniciar um blog… nunca tive muito estofo para isto, sinceramente. Mas pode ser que através de tal acabe a conhecer-me esporadicamente, especificamente e prontamente até. Assim o espero pois pretendo colocar um pouco de mim neste blog, um pouco do que me rodeia, um pouco do que vos rodeia a vocês… não posso especificar nada neste momento, apenas deixar-me levar por mim própria mais uma vez na vida. Sempre questionada, mas sempre conclusiva…
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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